Arquivos para a Categoria ‘Tristeza’

h1

E qual a lógica no amor?

Agosto 31, 2008

    Sim. Qual a lógica no amor? Qual o sentido? Por que o ser humano sente vontade de amar?

    Quantas coisas por dia que você faz e não esta relacionada com alguém especial? Você consegue fazer algo e pensar somente em você com o sucesso desse algo? Você se imagina sozinho daqui alguns anos? Consegue pensar no seu futuro sozinho, rico, e sem ninguém ao seu lado?

    Sabe, eu estava aqui pensando em tudo que eu faço. Estudo várias horas por dia, me esforço, cuido da minha aparência… Mas faço tudo isso para que? Satisfação pessoal? Também. Eu acho bem legal saber das coisas, como as coisas funcionam, por que é de um jeito e não de outro, mas não faço isso apenas por mim. Quero uma dia ter alguém para explicar essas coisas, alguém que eu comece o dia dizendo ‘bom dia meu amor, dormiu bem?’. Acharia bem legal isso.

 

Você foi embora, deixou a solidão em meu peito.
Sofro agora por não ter você ao meu lado.
Quando você vai voltar?
Quando vou tê-la em meus braços novamente?
Em meu peito existe um coração que bate sem ritmo, procurando você.
Volta para os meus braços, por favor…

h1

Mais um romance…

Agosto 24, 2008

Quero andar de mãos dadas vendo o por do sol; Quero comentar sobre como foi o meu dia, e perguntar como foi o de alguém; Dizer o quão feliz eu sou por estar o lado dessa pessoa; Falar para ela o quanto eu gosto dela, o quão completo ela me faz.

Quero ter alguém para olhar nos olhos e dizer, sinceramente, que preciso dela mais que tudo nessa vida para ser feliz. Acariciar seu rosto com uma mão, segurando a outra, dar um beijo doce, sem pressa. Tranquilo.

Ser feliz ao lado dessa pessoa, alegrá-la quando ela precisar, e ter colo quando minhas lágrimas escorrerem. Acalmar alguém que soluça entre lágrimas, dizer que esta tudo bem… Demonstrar para ela que esta tudo bem…

 

Quero ter você ao meu lado…

h1

Na cantina…

Outubro 18, 2007

Estava eu, ali, sentado numa roda de amigos, admirando a chuva que sentia-se envergonhada por cair, mas caía. Uma risada falsa saía, escondendo na verdade minhas lágrimas. Mais algumas frases inúteis, alguns clicks no laptop da amiga, um sorriso falso, e derrepente, em meio uma frase, um suspiro fundo, uma visão. Pupilas dilatadas, vasiconstrição, taquecardia: adrenalina libera no sangue, em grande quantidade.

Ela passa, compra um refrigerante no caixa e eu ainda, sem respirar, total falta de ar. Senta na mesa do lado, sua blusa preta, levemente respinga pela chuva, atrevida, gruda no seu corpo, fazendo contraste com sua pele branca, pálida. Sua calça jeans, escorrega pela cadeira, enquanto ela, séria, sem emoção alguma, abre seu refrigerante e coloca um canudo nele. Meu corpo estremece, ao ver seus longos cabelos pretos escorrerem pelo seu corpo. Inveja…

Um colega meu estala os dedos na minha frente, me fazendo encher os pulmões de ar novamente e fechar a boca. Respondo uma ou duas perguntas inúteis, e volto a admira-la. Seus canudos enchiam-se de um líquido negro, para combinar com sua roupa e seu cabelo, ousando manchar sua pele, branca, quase transparente. Minha respiração vai e vem lentamente, ao som das batidas do meu coração, quase parado. O tempo se passa em câmera lenta, dando tempo para o meu cérebro associar sua imagem como de uma pessoa, e não como de uma deusa vestida de preto.

Ouso olhar para seus lábios, e percebo que deles vem um leve sorriso. Um sorriso tímido, escondido entre o preto e branco. Um sorriso que irá alimentar todos meus sonhos hoje. Perdi toda minha segurança ao ver que seus olhos cor-de-céu viravam lentamente para mim. Um olhar que rasgava minha alma, deixava-a em pedaços, só para reconstruir de novo, mas do jeito dela. E eu permitia. Ela estava fazendo tudo que lhe dava vontade, sentia-se feliz, segura de si, mas séria, sem emoções. Enquanto isso, eu, a alguns metros dela, fazia tudo que conseguia, também sem emoção no rosto, mas o coração pulsava o sangue mais forte, quente, ardente entre as veias.

Será que amanhã encontro os mesmos olhos azuis de novo?