Arquivos para a Categoria ‘Carência’

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Distância

Fevereiro 26, 2009

Sabe aquela saudade que aperta no peito? Faz você ficar desesperado, querendo gritar, entrar dentro do guarda roupa e nunca mais sair? Deitar e dormir até a próxima era glacial?
Fico aqui em casa, vendo essa chuva caindo, o vento que bate na janela e sua voz que ecoa na minha cabeça. Era tão bom aquelas noites contigo. Levanto, pego um copo de leite e o controle da tv. Fico mudando de canal por alguns minutos até que desisto de achar algo que preste na tv. Vou para a cozinha e pego outro copo de leite.
Telefone vibra em cima da mesa. Não, não é uma mensagem sua. Pensamento vago, fico vagando pela casa em busca de alguma luz.

É, cheguei a conclusão de que preciso de você.

Minhas noites são vazias quando não estou perto de você. Cochilo na cama. Sonhos vem e vâo, mas você aparece em todos eles. Quanto mais resisto, mais te quero. Volta logo.

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E qual a lógica no amor?

Agosto 31, 2008

    Sim. Qual a lógica no amor? Qual o sentido? Por que o ser humano sente vontade de amar?

    Quantas coisas por dia que você faz e não esta relacionada com alguém especial? Você consegue fazer algo e pensar somente em você com o sucesso desse algo? Você se imagina sozinho daqui alguns anos? Consegue pensar no seu futuro sozinho, rico, e sem ninguém ao seu lado?

    Sabe, eu estava aqui pensando em tudo que eu faço. Estudo várias horas por dia, me esforço, cuido da minha aparência… Mas faço tudo isso para que? Satisfação pessoal? Também. Eu acho bem legal saber das coisas, como as coisas funcionam, por que é de um jeito e não de outro, mas não faço isso apenas por mim. Quero uma dia ter alguém para explicar essas coisas, alguém que eu comece o dia dizendo ‘bom dia meu amor, dormiu bem?’. Acharia bem legal isso.

 

Você foi embora, deixou a solidão em meu peito.
Sofro agora por não ter você ao meu lado.
Quando você vai voltar?
Quando vou tê-la em meus braços novamente?
Em meu peito existe um coração que bate sem ritmo, procurando você.
Volta para os meus braços, por favor…

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Mais um romance…

Agosto 24, 2008

Quero andar de mãos dadas vendo o por do sol; Quero comentar sobre como foi o meu dia, e perguntar como foi o de alguém; Dizer o quão feliz eu sou por estar o lado dessa pessoa; Falar para ela o quanto eu gosto dela, o quão completo ela me faz.

Quero ter alguém para olhar nos olhos e dizer, sinceramente, que preciso dela mais que tudo nessa vida para ser feliz. Acariciar seu rosto com uma mão, segurando a outra, dar um beijo doce, sem pressa. Tranquilo.

Ser feliz ao lado dessa pessoa, alegrá-la quando ela precisar, e ter colo quando minhas lágrimas escorrerem. Acalmar alguém que soluça entre lágrimas, dizer que esta tudo bem… Demonstrar para ela que esta tudo bem…

 

Quero ter você ao meu lado…

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Amantes

Junho 5, 2008

Às vezes no silêncio de minhas noites intensas, fico me imaginando, me perguntando ‘e se?’. E se eu tivesse ficado com aquela garota. E se eu não tivesse ficado com aquela outra. E se aquele sexo casual tivesse virado um romance. E nessa, entre um caso e outro, lembro de uma garota em especial.

Mary. Uma típica garota descendente de pai inglês e mãe francesa, mas era uma linda brasileira. Brasileira, digo por causa dos gostos, e de sua simplicidade, seu modo de andar e de falar. Por outro lado, o seu jeito de se cuidar, era bem francês. Perfumes caros, roupas lisas, porém detalhadas. E o esforço e dedicação para o trabalho dos ingleses. Mas, era muito mais brasileira do que qualquer outra coisa. Principalmente, quando se trata de amor.

Seu lindo cabelo era loiro, mas ela fazia questão de pintar mechas grossas de ruivo. Dizia que acentuava sua cara meiga. Eu discordava. Aquilo me incendiava por dentro, seu cabelo liso, ardente, quando balançava e espalhava aquele cheiro delicioso pelo ar. O jeito com que ela me tocava, como seu braço se entrelaçava entre os meus. Sua mão deslizava pelas minhas costas, debaixo da blusa que me aquecia do frio da madrugada.

Ah… Como eu tenho saudades dela… Acho que seria a única que realmente valeria a pena me derreter nos braços… Como eu fui bobo de larga-la.

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Chega de Mentiras

Maio 10, 2008

    Eu falei. Falei o indevido, falei o que não devia, mas falei. Cheguei nela e disse o quanto eu gostava dela. Ela ficou sem responder, nada, acho que nem respirando ela estava. Ao final, ela disse algo que afogou todos meus pensamentos em lágrimas.

    Eu te quero mais que tudo, eu preciso do seu beijo. Preciso tanto que enlouqueço sem. Diga que você também sente isso, que não vive mais sem mim. Por favor. Será que o meu destino é ter no coração esse amor proibido? Não existe distância maior do que te abraçar e não te beijar.

    Chega de mentiras, não quero mais viver sem você. Meu peito grita seu nome, mas você não escuta. Não escuta por que não quer? Ou se escuta meu peito bater, por que ainda recusas? Sabe que é por você que meu coração bate…

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Será muito?

Maio 1, 2008

    Hoje acordei pensativo. E se nós decidíssemos que seria melhor acabar tudo? Não continuar mais com esta pseudo-relação que existe entre nós? Toda vez que te vejo, fico feliz, você sorri, nos beijamos, mas, realmente nos amamos, ou apenas sentimos falta de alguém?

    Às vezes, vejo você parada, me olhando. Fico a imaginar o que você pensa, se será agora ou daqui a pouco que você irá querer ter aquela discussão chata, boba. Toda noite você me pergunta por que eu trabalho tanto. Respondo-te que é para manter o conforto e a saúde material que nós temos, afinal, não quero que você machuque suas mãos com o trabalho árduo.

    A dor dura a noite inteira, mas mesmo assim, sei que um dia a dor irá cessar. Espero que esse sofrimento acabe logo, para em seus braços dormir, tranquilamente. Ao seu lado ficar o tempo todo. Mas, e se nós decidíssemos terminar tudo?

    Talvez não fosse melhor assim fazer? Cada para o seu lado. Separados. Você realmente me ama o tanto que diz?

    Diga que sim… Diga que realmente me ama. Será pedir muito querer viver sempre, ao seu lado? Não, não seria bom nos separar. É de você que eu sinto falta. Ninguém mais.

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Confissões

Dezembro 30, 2007

- Padre, perdoe-me, pois eu pequei.

A alma dele gelou. Padre Miguel já estava acostumado com as idas e vindas de Tales, um católico exímio, porém algo na voz dele havia mudado.

- Conte-me quais foram seus pecados meu filho.

- Padre, eu tentei, mas não resisti. A tentação foi grande, e mesmo com orações diretas ao Senhor eu não resistia, cada vez, mais e mais, eu me sentia fraco. Passei a freqüentar a Santa Reunião todos os dias, rezava sempre para o Senhor dar-me forças mas nada adiantou.

Lágrimas rolavam sobre a pele, um dia corada, hoje pálida, de Tales. Miguel se preocupou, a unica vez que viu Tales chorar fora quando seus pais haviam morrido, em uma acidente de transito, e mesmo assim, ele tinha 9 anos. Ele costumava dizer que as lágrimas são apenas para Deus em sua Santa Trinade, a latere Jesus i Espictus Santus, ao lado de Jesus e Espirto Santo. Algo começava a deixar o Padre curioso, e, logo que percebeu isso, lembrou que aquilo era uma confissão, e ele não poderia sentir isto. Fez o sinal da Cruz e esperou seu fiel voltar a falar.

- Padre, eu me apaixonei.

- Mas meu filho, isto não é pecado.

Tales respirou fundo, como se sentisse as palavras rasgar-lhe a garganta.

- É pecado quando se apaixonamos por um servo do Senhor.

Nesse momento, Miguel estava em suor. ‘Que diabos ocorre aqui?’ ele pensou. Ajeitou sua batina para ventilar um pouco mais seu pescoço, aproveitando que ninguém estava ali vendo. Até os servos mais próximos do Senhor na Terra tinham suas malandragens.

- Todos nós somos servos Dele, Tales. Todos.

- Mas Padre, eu me apaixonei por um que não deveria estar aqui. Não entendes o tamanho do meu pecado, Padre? Eu sei que tua alma é mais pura que a minha, Padre, mas mesmo assim, não consegue imaginar o tamanho do meu erro? Oh, Deus, por que tamanha pedra em meu caminho?

Tales estava debruçado pelos seus joelhos, molhados de lágrimas. Ele já gritava, baixo, em desespero. Sentia-se condenado, e sim, isso era o que ele era.

- Padre, me apaixonei por um anjo!

A janela que batia com o vento nesta madrugada chuvosa parou neste momento. Os pingos que batiam no banco da igreja cessaram. Nem mesmo a musica sacra que tocava ao fundo, para relaxar o Padre, tocava. Tudo havia parado. Tudo. Nada mais fazia sentido, e nem haveria de ter o por que de fazer. ‘Um anjo? Do Senhor?’. Miguel não conseguia pensar bem, o fato era muito pesado para a alma do Padre.

- Tales, você quer dizer que ela é bonita, como um anjo?

Miguel, confundindo desespero com nervosismo acerca do ceticismo do padre levantou e disse:

- Não Padre. Um anjo. De asas e aureola. Ela me apareceu em um sonho, dizendo que havia um futuro grandioso ao lado dela. Acordei, me sentindo melhor que nunca, como se tivesse ido ao Paraíso e voltado. Tomei um banho, e a água que caia em minhas costas não era gelada, devido a falta de energia em minha casa, como de costume. Não era fria, nem quente, Padre! Era simplesmente perfeita! Não resisti, e abri a torneira e a água também era assim. Era fim de noite já quando eu acordei, e fui ao mar. Padre, era perfeito. A Lua refletia nas águas calmas, fazendo um reflexo de asas, brancas. Me atirei ao mar, como uma criança. E padre, era perfeito. O ar que eu respirava não tinha o vicio da poeira, nem o cheiro de fumaça. A areia entre meus dedos não me encomodava, pelo contrário, me alegrava. Mergulhei, fundo, não queria nunca mais sair daquela situação.

Nesse momento, Tales não estava mais desesperado, parecia em ecstasy. E continuou a falar, com uma voz suave e doce.

- A alegria era tanta, que eu esqueci das necessidades de nosso corpo terreno: não lembrei de respirar. Em determinado momento fui tomado pelo desespero, mas não era tempo suficiente para subir. Foi quando eu a vi, Padre. Sim, era um anjo, me salvando. Disse para eu tomar cuidado, e com um doce beijo me salvou.

- Mas Tales… Não faz sentido! Você sabe bem que os Anjos só descem em ocasiões especiais.

- E o que há de mais especial do que o amor puro, Padre?

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Na cantina…

Outubro 18, 2007

Estava eu, ali, sentado numa roda de amigos, admirando a chuva que sentia-se envergonhada por cair, mas caía. Uma risada falsa saía, escondendo na verdade minhas lágrimas. Mais algumas frases inúteis, alguns clicks no laptop da amiga, um sorriso falso, e derrepente, em meio uma frase, um suspiro fundo, uma visão. Pupilas dilatadas, vasiconstrição, taquecardia: adrenalina libera no sangue, em grande quantidade.

Ela passa, compra um refrigerante no caixa e eu ainda, sem respirar, total falta de ar. Senta na mesa do lado, sua blusa preta, levemente respinga pela chuva, atrevida, gruda no seu corpo, fazendo contraste com sua pele branca, pálida. Sua calça jeans, escorrega pela cadeira, enquanto ela, séria, sem emoção alguma, abre seu refrigerante e coloca um canudo nele. Meu corpo estremece, ao ver seus longos cabelos pretos escorrerem pelo seu corpo. Inveja…

Um colega meu estala os dedos na minha frente, me fazendo encher os pulmões de ar novamente e fechar a boca. Respondo uma ou duas perguntas inúteis, e volto a admira-la. Seus canudos enchiam-se de um líquido negro, para combinar com sua roupa e seu cabelo, ousando manchar sua pele, branca, quase transparente. Minha respiração vai e vem lentamente, ao som das batidas do meu coração, quase parado. O tempo se passa em câmera lenta, dando tempo para o meu cérebro associar sua imagem como de uma pessoa, e não como de uma deusa vestida de preto.

Ouso olhar para seus lábios, e percebo que deles vem um leve sorriso. Um sorriso tímido, escondido entre o preto e branco. Um sorriso que irá alimentar todos meus sonhos hoje. Perdi toda minha segurança ao ver que seus olhos cor-de-céu viravam lentamente para mim. Um olhar que rasgava minha alma, deixava-a em pedaços, só para reconstruir de novo, mas do jeito dela. E eu permitia. Ela estava fazendo tudo que lhe dava vontade, sentia-se feliz, segura de si, mas séria, sem emoções. Enquanto isso, eu, a alguns metros dela, fazia tudo que conseguia, também sem emoção no rosto, mas o coração pulsava o sangue mais forte, quente, ardente entre as veias.

Será que amanhã encontro os mesmos olhos azuis de novo?

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Carência

Outubro 15, 2007

Sabe aquela falta de alguém, não se sabe quem, que você sente as vezes? Vontade de começar algo iniciando com um abraço e terminando só quando o fôlego acabar? Hoje eu estive pensando em como as pessoas podem ser felizes e ao mesmo tempo tristes, nas mesmas condições. Conversando com um amigo meu, comentando a minha situação acabei descobrindo que ele esta exatamente igual a mim, diferindo apenas na conclusão: ele esta feliz e contente.

É uma pena descobrir que eu, na minha total futilidade, não descobri como viver sozinho ainda. Abro meu player de música e vem uma música triste, para derramar minhas lágrimas enquanto a chuva cai na calçada. Para melhorar, resolvo ir tomar uma chuva, pensando que a chuva poderia levar meus sentimentos embora, mas ela apenas aqueceu meu coração: me fez lembrar de uma pessoa, me fez sentir vontade de ter aquela pessoa ali por perto, junto de mim, ou quem sabe ver ela me oferecendo um lugar seco para ficar, uns lábios molhados para beijar.