Arquivos para a Categoria ‘Amor’

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Distância

Fevereiro 26, 2009

Sabe aquela saudade que aperta no peito? Faz você ficar desesperado, querendo gritar, entrar dentro do guarda roupa e nunca mais sair? Deitar e dormir até a próxima era glacial?
Fico aqui em casa, vendo essa chuva caindo, o vento que bate na janela e sua voz que ecoa na minha cabeça. Era tão bom aquelas noites contigo. Levanto, pego um copo de leite e o controle da tv. Fico mudando de canal por alguns minutos até que desisto de achar algo que preste na tv. Vou para a cozinha e pego outro copo de leite.
Telefone vibra em cima da mesa. Não, não é uma mensagem sua. Pensamento vago, fico vagando pela casa em busca de alguma luz.

É, cheguei a conclusão de que preciso de você.

Minhas noites são vazias quando não estou perto de você. Cochilo na cama. Sonhos vem e vâo, mas você aparece em todos eles. Quanto mais resisto, mais te quero. Volta logo.

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Hoje, em uma aula

Junho 7, 2008

Ontem uma amiga minha pediu para eu substituir ela na aula de cálculo que ela daria, e como gosto muito dessa minha amiga, admiro e respeito, aceitei o ‘convite’ e fui.

Cheguei lá, com meu cafezinho em mãos, livro em baixo do braço, e um potinho de giz na outra, com uma flanelinha. Sentei, revi a matéria, e como era uma aula não obrigatória, os alunos iam chegando aos poucos, ou indo embora mais cedo. Em determinado ponto, uma garota pediu para eu resolver um exercício que a resposta era (quem é matemático, vai entender melhor): e*u + u*c*e, ou seja: eu+uce. A garota me chama na carteira dela, e pergunta qual era o erro do exercício dela, e olhei na resposta: eu+vce+?

Fiquei pasmo. Olhei para os olhos dela, e vi que existia um desejo muito puro de estar comigo, apenas para conversar, atração intelectual. Escrevi no caderno dela, dando um fake, que eu sairia da universidade às 22h, e passei meu telefone, pedindo para ela dar um toque mais tarde.

O fato é que ela me ligou, e me convidou para comer uma pizza e tomar uma vodca com suco depois. : ) E cá estou eu, indo tomar banho, com um encontro. Só tomara que acabe bem, os dois rindo um bocado e se divertindo. Nada de… err… Junção carnal no primeiro encontro. Prefiro romance a moda antiga. ; )

 

Ahh… Como são legais esses romances inesperados que acontecem em uma universidade…

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O que é amor?

Maio 5, 2008

Hoje eu estava na universidade, estudando para variar um pouco, quando uma amiga minha chega do meu lado e pergunta se pode se sentar. Eu, obviamente, a deixei sentar ao lado e às vezes nós trocávamos uma palavra ou outra.

Conversa vai, conversa vem, estudos aqui e acolá, calculadoras circulando pela mesa, quando sem querer, acabamos pegando a calculadora junto. Ou melhor, ela pegou a calculadora, eu peguei a mão dela.

Sabe aquele arrepio que faz você suar e sentir frio ao mesmo? Acho que fiquei vermelho na hora. Ela certamente ficou. Deixei-a usar a calculadora primeiro, e quando ela terminou, eu nem lembrava mais para que eu queria. Acho que queria era apenas abraçá-la.

Ficamos mais do que alguns momentos sem nenhuma palavra, quando ela respira fundo, joga o lápis no caderno e pergunta por que eu fiz aquilo. Aquilo o que?

Tentei desfazer a cara de bobo, de garoto de 12 anos quando recebe o primeiro selinho, mas esta difícil. A sensação era a mesma: felicidade, alegria, desejo, inocência, vergonha. Tudo ao mesmo tempo. Ela percebeu o que eu sentia, e se virou. Eu tirei meus óculos, e perguntei se ela havia se ofendido, e antes mesmo da resposta, me desculpei várias vezes, dizendo que estava distraído.

Ela sorriu. Sensação de estar no Éden. Disse que havia adorado. Ela não imaginava que entre alguns livros de cálculo e física, com a ajuda de uma calculadora, descobriria que a pessoa ideal estava ali, ao lado dela. E não fazia pouco tempo, afinal, nós nos conhecíamos há nove anos já.

Demos um longo abraçado apaixonado, e saímos da faculdade de mãos dadas…

Cheguei em casa me perguntando o que era amor. Será aquele sentimento que seca a boca? Que da calor, faz suar, mesmo no frio? Que faz a gente ficar noites acordadas, sem sono, e quando finalmente dormimos, sonhamos com a pessoa amada? Será que existe alguma forma de ‘escrever amor’?

Duvido muito. Amor é aquilo que não sabemos definir, mas certamente, sabemos o que é. E eu certamente sei quem você é: alguém que eu quero sempre ao meu lado. Sempre sabia disso, mas não sabia o quão próximo queria você. Qualquer distância é longe demais. Qualquer tempo será tempo o suficiente para eu sentir saudade. Qualquer silêncio vai me fazer lembrar da sua voz, e em meio a qualquer multidão, saberei reconhecer a sua.

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Confissões

Dezembro 30, 2007

- Padre, perdoe-me, pois eu pequei.

A alma dele gelou. Padre Miguel já estava acostumado com as idas e vindas de Tales, um católico exímio, porém algo na voz dele havia mudado.

- Conte-me quais foram seus pecados meu filho.

- Padre, eu tentei, mas não resisti. A tentação foi grande, e mesmo com orações diretas ao Senhor eu não resistia, cada vez, mais e mais, eu me sentia fraco. Passei a freqüentar a Santa Reunião todos os dias, rezava sempre para o Senhor dar-me forças mas nada adiantou.

Lágrimas rolavam sobre a pele, um dia corada, hoje pálida, de Tales. Miguel se preocupou, a unica vez que viu Tales chorar fora quando seus pais haviam morrido, em uma acidente de transito, e mesmo assim, ele tinha 9 anos. Ele costumava dizer que as lágrimas são apenas para Deus em sua Santa Trinade, a latere Jesus i Espictus Santus, ao lado de Jesus e Espirto Santo. Algo começava a deixar o Padre curioso, e, logo que percebeu isso, lembrou que aquilo era uma confissão, e ele não poderia sentir isto. Fez o sinal da Cruz e esperou seu fiel voltar a falar.

- Padre, eu me apaixonei.

- Mas meu filho, isto não é pecado.

Tales respirou fundo, como se sentisse as palavras rasgar-lhe a garganta.

- É pecado quando se apaixonamos por um servo do Senhor.

Nesse momento, Miguel estava em suor. ‘Que diabos ocorre aqui?’ ele pensou. Ajeitou sua batina para ventilar um pouco mais seu pescoço, aproveitando que ninguém estava ali vendo. Até os servos mais próximos do Senhor na Terra tinham suas malandragens.

- Todos nós somos servos Dele, Tales. Todos.

- Mas Padre, eu me apaixonei por um que não deveria estar aqui. Não entendes o tamanho do meu pecado, Padre? Eu sei que tua alma é mais pura que a minha, Padre, mas mesmo assim, não consegue imaginar o tamanho do meu erro? Oh, Deus, por que tamanha pedra em meu caminho?

Tales estava debruçado pelos seus joelhos, molhados de lágrimas. Ele já gritava, baixo, em desespero. Sentia-se condenado, e sim, isso era o que ele era.

- Padre, me apaixonei por um anjo!

A janela que batia com o vento nesta madrugada chuvosa parou neste momento. Os pingos que batiam no banco da igreja cessaram. Nem mesmo a musica sacra que tocava ao fundo, para relaxar o Padre, tocava. Tudo havia parado. Tudo. Nada mais fazia sentido, e nem haveria de ter o por que de fazer. ‘Um anjo? Do Senhor?’. Miguel não conseguia pensar bem, o fato era muito pesado para a alma do Padre.

- Tales, você quer dizer que ela é bonita, como um anjo?

Miguel, confundindo desespero com nervosismo acerca do ceticismo do padre levantou e disse:

- Não Padre. Um anjo. De asas e aureola. Ela me apareceu em um sonho, dizendo que havia um futuro grandioso ao lado dela. Acordei, me sentindo melhor que nunca, como se tivesse ido ao Paraíso e voltado. Tomei um banho, e a água que caia em minhas costas não era gelada, devido a falta de energia em minha casa, como de costume. Não era fria, nem quente, Padre! Era simplesmente perfeita! Não resisti, e abri a torneira e a água também era assim. Era fim de noite já quando eu acordei, e fui ao mar. Padre, era perfeito. A Lua refletia nas águas calmas, fazendo um reflexo de asas, brancas. Me atirei ao mar, como uma criança. E padre, era perfeito. O ar que eu respirava não tinha o vicio da poeira, nem o cheiro de fumaça. A areia entre meus dedos não me encomodava, pelo contrário, me alegrava. Mergulhei, fundo, não queria nunca mais sair daquela situação.

Nesse momento, Tales não estava mais desesperado, parecia em ecstasy. E continuou a falar, com uma voz suave e doce.

- A alegria era tanta, que eu esqueci das necessidades de nosso corpo terreno: não lembrei de respirar. Em determinado momento fui tomado pelo desespero, mas não era tempo suficiente para subir. Foi quando eu a vi, Padre. Sim, era um anjo, me salvando. Disse para eu tomar cuidado, e com um doce beijo me salvou.

- Mas Tales… Não faz sentido! Você sabe bem que os Anjos só descem em ocasiões especiais.

- E o que há de mais especial do que o amor puro, Padre?

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Uma sexta feira como qualquer outra

Outubro 20, 2007

Eu queria conversar, e ela me ofereceu seus ouvidos. E era com ela mesmo que eu queria conversar. Contei sobre minha semana, sobre a universidade, minhas tarefas, brigas em casa. Comentamos sobre um amigo nosso com uma conduta suspeita e rimos muito. Nos abraçamos várias vezes, e eu sentia o perfume dela, inconfundível. Ela me ouvia, atenta, sem desviar o olhar, como se aquilo fosse importante para ela.

Horas se passaram naquela tarde de sexta feira, e ela me pediu ajuda com alguns trabalhos. Feliz por servir de algo além de um objeto, ajudei ela, afinal, matemática sempre foi meu forte. Horas se passaram entre números e carinhos joviais, toques delicados nas mãos dela. Sempre muito calma, atenta, seus olhos brilhavam, como se eu fosse especial. Ela sim era especial. Fechamos os livros, era tarde já, e cada um tinha seus afazeres. Nos cumprimentamos com um beijo na bochecha do outro, e partimos. Dois passos e eu viro, chamo ela.

- Vamos sair hoje a noite?

- Claro, me liga. Beijos.

Ela piscou, sorriu e saiu, impecável. Nem cheguei a perceber que em seu cabelo ela carregava o meu prendedor de cabelo. Mas ela carregava também outras coisas minhas.

Cheguei em casa, e não estava no melhor clima do mundo. Mas, estava feliz por estar sozinho. Guardei minha bolsa no meu quarto, e lembrei por que eu adorava morar sozinho: liguei o som, alto. Eu ainda podia ouvir som na altura que desejasse, afinal eram apenas 19h30min, e o som só era proibido depois das 21h. Blues. Ah, como eu adoro blues. Músicas que me afastam das preocupações do dia a dia. Peguei o celular e usei o menu de discagem rápida e liguei para ela. Combinamos de ir ao cinema e depois comer algo. Perfeito.

A caminho do banheiro tirei minha roupa, ainda ao som de uma ótima música. Entrei no banho, lavei meus cabelos escuros, fiz a barba, tomei um banho bem completo, demorado. Olhei no espelho e reparei que meu rosto já não carregava a inexperiência de um jovem de 15 anos, mas também não deixava de omitir minha insegurança. Escovei os dentes, coloquei uma calça jeans preta para combinar com uma camiseta preta e uma camisa também preta. Preto me deixa seguro, me sinto firme, potente, como a noite e a capacidade dela de fazer as coisas sumirem e outras surgirem no lugar. Arrumei meus cabelos, lembrando que ela tinha pedido para mim deixa-los crescer, e eu havia obedecido. Liguei para ela, e ela disse que estava saindo do banho, e estaria pronta em meia hora e no lugar combinado em 45 minutos. Sorri para mim mesmo. Desliguei o som, peguei as chaves do carro e saí.

A cidade parecia fervilhar perto das 21 horas de uma sexta feira de céu limpo. Andei sem rumo alguns minutos, com o braço fora da janela sentindo uma pequena liberdade. Lembrava de meus amigos, dizendo que eu não era normal, aonde já se viu dirigir a menos de 40km/h em uma cidade. Mas eu gostava, admirava a paisagem, e só corria em trechos vazios, fazer curvas apertadas não me animava. O celular vibra no banco ao lado e ela diz que esta a minha espera já.

Encontro ela sentava em uma sorveteria do shopping e fico alguns momentos olhando ela: uma saia preta, longa e de pregas, até os tornozelos acompanhados de uma sandália de salto. Uma blusinha preta, colada. Apenas as cores combinavam na sua roupa, saia, blusa, sandália, cabelos e olhos, mas era o suficiente para lembrar que ela também adorava preto, e ficava linda assim. Me aproximei, cumprimentei-a e quase enlouqueci com seu perfume. Ela percebeu, e ofereceu seu pescoço para mim cheirar.

Assistimos um filme legal até, mas nada me prendia mais a atenção do que sua mão, junto a minha. Eu suava, olhava e suspirava. Ela, ao mesmo tempo fria, demonstrava um sorriso que me cativava, me deixava com vontade de encostar a cabeça no seu ombro, e assim, no meio do filme eu realizei meu desejo. Ela olhou, me abraçou por cima dos ombro e sorriu novamente. Saindo do shopping, ela disse que tinha feito um jantar na casa dela, e queria que eu provasse. Eu fui, fome era o que não me faltava: fome dos seus lábios, sede do seu amor. Chegamos na casa dela, uma bela casa branca, com pouca mobília mas muito bem decorada. Ela fechou a porta, e eu me aproximei bem dela, e disse o que eu havia pensado a tarde toda.

Ela correspondeu.

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O amor faz coisas doidas

Outubro 17, 2007

click aqui para ver a imagem completa: http://xkcd.com/162/

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Roupa, sabão e paixão

Outubro 16, 2007

Sabe quando você dorme mal a noite, pensando em uma pessoa, pensando como seria bom tocar o rosto da pessoa? Pois é, tive uma noite assim hoje. Mas o pior de tudo é que, nos poucos momentos que dormi, sonhei que eu estava dançando com essa pessoa, e nem dançar eu sei. Engraçado, não? Vai ver é por isso que era sonho: eu dançando.

Mas em uma bela hora da manhã eu acordei, levantei, fiz a higiene bucal de cada dia e no maior estilo das baianas, fui lavar roupa. Catei um mega cesto de roupa, soquei tudo lá dentro e fui lavar. Calças jeans, camisas, roupa de cama, quase que meu gato foi parar dentro da máquina de lavar. Mas, apesar da aparente animação, eu ainda pensava nela. Corpo sujo de espuma, uii, roupa molhada e música. A cena era até um tanto quanto estranha: um magrelo cabeludo, sujo de sabão (sujo de algo que limpa?), molhado e cantando Air Supply (sim, eu gosto, e daí?) I’m all out of love, I’m so lost without you.

É pessoas, é duro amar. É duro amar e não ser correspondido. Passar horas pensando em uma pessoa que aparentemente nem lembra da sua existência, e que se lembra, provavelmente quer esquece-la. O mais engraçado é que a água da máquina (que eu encho com mangueira, sou impaciente) chegou a transbordar em um momento em que eu fiquei inerte, pensando nela.

http://youtube.com/watch?v=2HejVjzhKTY

I’m lying alone with my head on the phone
Thinking of you till it hurts
I know you hurt too but what else can we do
Tormented and torn apart

I wish I could carry your smile in my heart
For the times when my life seems so low
It would make me believe what tomorrow could bring
When today doesn’t really know, doesn’t really know

[Chorus]
I’m all out of love, I’m so lost without you
I know you were right, believing for so long
I’m all out of love, what am I without you
I can’t be too late to say that I was so wrong

I want you to come back and carry me home
Away from these long, lonely nights
I’m reaching for you, are you feeling it too?
Does the feeling seem oh, so right?

And what would you say if I called on you now
And said that I can’t hold on?
There’s no easy way, it gets harder each day
Please love me or I’ll be gone, I’ll be gone…

[Chorus]

Oh, what are you thinking of?
What are you thinking of?
Oh what are you thinking of?
What are you thinking of?

[Chorus 3x]

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Carência

Outubro 15, 2007

Sabe aquela falta de alguém, não se sabe quem, que você sente as vezes? Vontade de começar algo iniciando com um abraço e terminando só quando o fôlego acabar? Hoje eu estive pensando em como as pessoas podem ser felizes e ao mesmo tempo tristes, nas mesmas condições. Conversando com um amigo meu, comentando a minha situação acabei descobrindo que ele esta exatamente igual a mim, diferindo apenas na conclusão: ele esta feliz e contente.

É uma pena descobrir que eu, na minha total futilidade, não descobri como viver sozinho ainda. Abro meu player de música e vem uma música triste, para derramar minhas lágrimas enquanto a chuva cai na calçada. Para melhorar, resolvo ir tomar uma chuva, pensando que a chuva poderia levar meus sentimentos embora, mas ela apenas aqueceu meu coração: me fez lembrar de uma pessoa, me fez sentir vontade de ter aquela pessoa ali por perto, junto de mim, ou quem sabe ver ela me oferecendo um lugar seco para ficar, uns lábios molhados para beijar.